MG já atraiu R$ 47 bilhões em investimentos em 2021



De janeiro a agosto deste ano, o Estado de Minas Gerais já atraiu mais de R$ 47 bilhões em investimento privados. A expectativa do governo mineiro é de que o recorde de 2019 - de R$ 57 bilhões - seja ultrapassado neste ano. Em 2020, em meio à pandemia, o Estado captou R$ 30,7 bilhões de aportes privados.


Em 2021, só no mês de agosto, a Indi - Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais assinou protocolos de intenção que totalizam mais de R$ 7 bilhões. Segundo a Agência, entre 2019 e 2021 o volume de investimentos privados totaliza R$ 136 bilhões em Minas Gerais.


De acordo com o governo do Estado, a taxa de conversão dos projetos atraídos é de 50%. A diversidade de negócios estaria em alinhamento com a proposta do governo de expandir a economia do estado e “simplificar a vida” dos empreendedores.


Entre os investimentos previstos, econtram-se empresas de diferentes áreas, relacionadas com os setores metalmecânico, siderúrgico, automotivo, mineração, de logística e de transportes.


Energia renovável - A empresa alemã Sowitec confirmou aporte de R$ 5,2 bilhões em três grandes projetos de energia renovável na região Norte do estado.


Dois dos projetos são de fonte solar fotovoltaica - em Presidente JK e Minas do Sol - e um de fonte híbrida (solar e eólica). Batizado de Complexo de Geração de Energias Gameleiras, o projeto híbrido será instalado nos municípios de Monte Azul, Espinosa, Santo Antônio do Retiro, Rio Pardo de Minas e Mato Verde.


A capacidade estimada de potência das primeiras fases do Complexo Gameleiras é de 600 MW para a fonte eólica e de 520 MWp para a solar. Nas fases seguintes, as capacidades devem saltar para, respectivamente, 1.400 MW e (780 MWp). Os projetos de fonte exclusivamente solar ainda estão em fase de desenvolvimento.


Veículos elétricos - A Bravo Motor Company, de origem argentina e com sede na Califórnia (SUA), assinou, em março, protocolo de intenção para implantação de uma fábrica de veículos elétricos e packs de baterias em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A empresa também irá implantar na cidade o sistema de transporte público elevado, denominado Sistema Bondi.


O investimento estimado para a fase 1 do projeto, chamada de Projeto Colosso 1, é de R$ 25 bilhões. Novas fases de investimento estão previstas para outras regiões do Estado Minas, com produção de baterias de lítio, e devem ser temas de futuros acordos.


A previsão era de que a fábrica começasse a ser implementada ainda em 2021. As operações devem ser iniciadas em 2023, com produção estimada de 22.790 unidades de veículos e 43.750 de unidades de packs de baterias em 2024. O investimento total está previsto para ser realizado até o final de 2029.


Produção de eletrocentros - No mês de abril, a WEG anunciou a instalação de uma nova fábrica na cidade de Betim (o valor do investimento não foi divulgado) para a produção de eletrocentros solares centrais e eletrocentros industriais.

A planta irá fabricar 69 eletrocentros solares centrais para a Vale. Inclusive, o contrato firmado com a Vale contribuiu para a decisão da WEG de investir em Minas Gerais.


O início da entrega dos equipamentos para a Vale estava previsto para o segundo semestre deste ano. O destino dos equipamentos é o Projeto Sol do Cerrado, no município de Jaíba. O empreendimento vai ocupar área de mais de 1.200 hectares, terá potência instalada de 766 MWp e capacidade de produção de energia de 1,6 GWh/ano.


O início das operações do Projeto Sol do Cerrado está previsto para o segundo semestre de 2022. O investimento da Vale na implantação é de aproximadamente US$ 500 milhões.




Siderurgia - A produtora de aço e fornecedora de aços longos Gerdau apresentou, em agosto, um plano de investimento de R$ 6 bilhões - para os próximos cinco anos - em Minas Gerais, com o objetivo de modernizar, atualizar tecnologicamente e ampliar as suas operações locais. O plano contempla todas as regiões onde a Gerdau atua.

Os investimentos estão divididos em três áreas: crescimento, atualização tecnológica e diversificação. Dois importantes investimentos na ampliação da produção de aço vão ser realizados em Ouro Branco, onde está localizada a principal usina produtora da empresa. A unidade terá a capacidade anual de produção de bobinas a quente ampliada em 250 mil toneladas/ano, com o começo da produção previsto para início de 2024.


A empresa também vai ampliar a produção de perfis estruturais em 500 mil toneladas/ano, dobrando a atual capacidade. O início da produção está projetado para 2025. Com as ampliações na produção, a Gerdau visa continuar atendendo os mercados do Brasil e da América Latina.


Mineração - Em junho, a Sigma Mineração anunciou investimentos no Vale do Jequitinhonha, na divisa entre os municípios de Araguaí e Itinga. Os aportes chegam a R$ 1,2 bilhão, sendo R$ 859,4 milhões pactuados no protocolo de intenção somados aos investimentos já realizados anteriormente pela empresa.


Na ocasião, empresa assinou protocolo de intenções com o Estado de Minas Gerais para financiamento de um projeto de extração por meio de tecnologia verde de lítio, matéria-prima de baterias de veículos elétricos.


De acordo com as informações divulgadas, a unidade - 100% digitalizada e automatizada - será a primeira de tecnologia verde do setor mineral no mundo e vai produzir 220 mil toneladas de concentrado de lítio grau bateria de alta pureza ao ano.


As obras de terraplanagem já foram iniciadas na região de Itinga. A expectativa é a de que as obras sejam concluídas em 2022.


Docol - Em continuidade a este processo, novos investimentos já foram anunciados em setembro. A Docol, uma das maiores fabricantes brasileiras de metais sanitários, anunciou investimento de R$ 300 milhões em Poços de Caldas, voltada à produção de louças anitárias, com previsão de gerar até 500 empregos diretos e outros 4 mil indiretos.


A Docol informou que a fase de planejamento da nova fábrica foi finalizada e já nas próximas semanas pretende dar início à aquisição de máquinas e equipamentos, bem como a construção dos prédios que vão abrigar as instalações. A previsão de início das atividades é entre 2023 e 2024.


Fonte: Revista Usinagem Brasil

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