Setor de máquinas agrícolas já enxerga luz no fim do túnel


Impulsionado pelo agronegócio, mais uma vez o setor de máquinas agrícolas dá mostras de sua capacidade de se destacar do panorama da indústria nacional, a exemplo do ocorrido em outros momentos de crise. Já se ouve de alguns fabricantes que a recuperação talvez seja mais rápida que a prevista anteriomente, pelo menos neste setor industrial, para esta crise provocada pela pandemia de Covid-19.


Esta é, por exemplo, a análise de Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland Agriculture, em live promovida pela Consultoria Safras, no último dia 25 de junho. “Estou bem otimista. Está melhor do que em projeções anteriores e a tendência é de recuperação mais rápida do que imaginávamos”, comentou.


De acordo com o executivo, após um período de temores, o varejo tem reagido nas vendas de máquinas e agora já estariam em patamares normais, devendo fechar 2020 no mesmo patamar de 2019. “Já o atacado enfrentou um pouco mais de dificuldades, mas também hoje vive um aquecimento e deve fechar com desempenho de 5% a 10% abaixo de 2019 neste ano de pandemia”, disse.


Os números do setor no mercado interno justificam essa postura mais otimista. Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, lembra que antes da pandemia o mercado estava bem aquecido. “Com o advento da Covid-19, houve um período de acomodação das expectativas futuras - em abril havia muita dificuldade de enxergar o real impacto da pandemia”, diz, acrescentando que “passado este período, o mercado voltou bem, considerando a enorme dificuldade de realização do processo de compra e venda com o vírus em circulação”.


Bastos lembra que o faturamento das associadas cresceu 6,5% no primeiro trimestre. “Em abril e maio as vendas caíram em torno de 10%, mas no acumulado do ano o faturamento está positivo em 2%. A perspectiva para o mês de junho também é de queda devido ao esgotamento dos recursos do Moderfrota, a principal linha de financiamento de máquinas agrícolas”.


Em sua opinião, para o segundo semestre, a perspectiva é a de um mercado normal para o período. “Não havendo grandes surpresas, o ano de 2020 deve fechar bem próximo da estabilidade, com pequenas variações de queda ou de crescimento”, disse Bastos, dias antes do anúncio do Plano Safra 2020-2021.


Opinião semelhante tinha Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea - Máquinas Agrícolas e Rodoviárias, no início de junho. “As projeções para 2020 dependem muito do Plano Safra. Nossas novas projeções serão feitas com base no anúncio do Plano, não só no que se refere às condições e volume para financiamento, mas também quando estará efetivamente operacional”, disse.


O balanço de maio do segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias, divulgado no início de junho pela Anfavea, mostra que as vendas de máquinas agrícolas no mercado interno atingiram 3,9 mil unidades em maio, o que representa alta de 23,3% na comparação com maio do ano passado e de 61% na comparação com abril. De janeiro a maio, as vendas totalizaram 15,7 mil unidades, alta de 0,9% sobre igual período de 2019.


Porém, as exportações caíram 39,4%, na comparação entre os meses de maio de 2020 e de 2019; no acumulado do ano, a queda foi de 31,1%. Esses números refletiram na produção do setor, também afetada pela paralisação das atividades nos meses de março e abril, que registra desempenho abaixo do verificado no ano anterior: - 29,5% no que se refere a maio e de - 22,5% no acumulado do ano.


PLANO SAFRA 20/21 - No dia 17 de junho o governo lançou o Plano Safra 2020/2021. Os valores e taxas de financiamento não chegaram a encantar a indústria, mas não foram de todo decepcionantes, tendo em vista o quadro atual. “Diante da conjuntura que estamos vivendo e as dificuldades orçamentárias do Tesouro Nacional por conta dos gastos inesperados que estão sendo feitos devido à crise atual, a minha avaliação é que temos um bom Plano Safra”, afirmou Wilson Vaz de Araújo, diretor do Departamento de Crédito e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em webinar promovido pela Abimaq.


Araújo informou que o Plano Safra contará com R$ 236,3 bilhões de recursos para crédito rural, aumento de R$ 13,5 bilhões sobre o montante do plano anterior. Desse total, para o financiamento de máquinas e equipamentos, serão destinados R$ 11,8 bilhões, sendo R$ 9 bilhões para o Moderfrota e R$ 2,8 bilhões no Pronaf Mais Alimentos. A taxa de juros do Moderfrota caiu um ponto percentual em comparação ao plano anterior, de 8,5% para 7,5%. Os financiamentos podem ser contratados de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2021.


“Nos últimos 12 meses esse segmento teve vendas da ordem de R$ 30 bilhões e estimamos que 4 milhões [de agricultores] não conseguiram ter acesso ao financiamento e financiou a juros de mercado, que é mais caro”, comentou Bastos, da Abimaq. “Além disso, o ministério está deixando de lado o grande agricultor, que ficará sujeito a juros mais altos, de mercado”, disse, acrescentando ainda o fato de que, quando se esgotam os recursos (como ocorreu este ano), “as indústrias ficam paradas e o empresário não consegue recuperar os negócios perdidos”.


Fonte: Revista Usinagem Brasil

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